Minha história com curiós teve início na juventude, quando conheci um criador de curiós de fibra chamado Sebastião, também conhecido como Neca, da cidade de Mineiros, estado de Goiás. Na época em que o conheci, ele já era um grande colecionador de troféus de campeonatos e torneios de curiós na modalidade de fibra.
Fiquei bastante interessado no curió ao conhecê-lo e sempre me impressionava com o canto. No entanto, devido às dificuldades que as pessoas colocavam em relação à criação de curiós, fiquei receoso por um longo tempo.
Decidi criar canário belga, periquitos australianos, canário de cor e porte. Em 2020, visitei o Sr. Neca e ganhei um curió pardo de presente. Porém, o curió chegou em casa e começou a cantar, porém por ser um pássaro de fibra seu canto era estridente e não me agradava completamente. Com o tempo, adquiri dois curiós de criatórios conhecidos pelo canto, mas ainda não estava satisfeito.
Foi então que comecei a estudar sobre os diferentes cantos e pesquisar, onde deparei com as modalidades de fibra e canto, e me identifiquei logo com o canto Praia Clássico. Comecei a buscar criadores e encontrei o Sr. Dorico, que possuía um pássaro com um bom canto praia, mas com alguns detalhes. Pássaro que era descendente de gaiola preta.
Aprofundei meus estudos sobre genética, que é onde há maior possibilidade de encarte e aprendizado, conhecendo pessoas, trocando ideias e fazendo amizades. Foi assim que conheci o Sr. Djalma de Uberlândia e o Wendel de Pratas, em Minas Gerais, onde adquiri dois galadores: o Zuluzinho, descendente do Zulú, um grande repetidor de 6 anos que canta muito bem, e o Sentinela 46, filho do Sentinela Neto, cuja genética é indiscutível.
Em 2022, formei meu plantel, adquirindo fêmeas do Criatório Capadócia e também do Sr. Carlos Alberto, de São Paulo, e fui montando nosso plantel. Minha expectativa é que, até 2023/2024, consiga produzir e encartar os primeiros clássicos da nossa criação.